Da série “lugares que todo mundo deve conhecer”: Espaço Cultural D’Venetta

Fachada do casarão

No bairro do Santo Antônio, próximo à ladeira do Boqueirão habita em um casarão antigo um dos espaços mais especiais da cidade: o Espaço cultural D’Venetta. O local não possui identificação em sua fachada (um verdadeiro “descubra” rs) e reserva uma decoração que lhe fará ficar um bom tempo observando seus detalhes. Móveis e peças antigas, paredes em tijolos de barro, poesia, fotos, recortes e pinturas enaltecendo a cultura negra… O ambiente encanta e você fica sem saber o que olhar primeiro. O casarão é formado por um pub no subsolo, uma sala com diversas mesas, e um quintal, onde em alguns dias ocorrem shows de samba, jazz, bossa nova, etc. Ele é o espaço mais concorrido da casa, pois além de ser mais fresco, possui um ambiente muito agradável, no qual mesas ficam sob a sombra de uma grande árvore.

O que é essa decoração? <3

O cardápio não oferece muitas opções e ainda assim fica difícil a escolha, pois tudo parece ser delicioso. Mas atenção: não confie totalmente nele. Mantendo o mistério que cerca a falta de identificação na fachada, o restaurante possui muitas delícias que não constam no cardápio, então a dica é você sondar com os simpáticos garçons o que terá no dia para além do exposto ali. E foi assim que descobrimos que o local também contava com cerveja artesanal de fabricação própria! Resolvemos “iniciar os trabalhos” com a Tião American IPA, que apresentava coloração, aroma e sabor bastante dignos! Posteriormente pedimos uma Amber Ale, que ainda não tinha recebido nome e conseguiu superar a qualidade da IPA, o que é raro.

A IPA e a maravilhosa feijoada de feijão verde

Estávamos bastante satisfeitas com a descoberta, tanto que pedimos para conhecer o responsável pelas iguarias. Só não sabíamos que ele estava na mesa ao lado: Ademir além de ser o mestre cervejeiro é também um dos cozinheiros e proprietário do estabelecimento. Conversamos um bom tempo sobre a preparação das cervejas e dos seus planos futuros para o espaço, que contará com um local específico para a fabricação, depósito e cursos sobre cervejas artesanais. Através de sua sugestão resolvemos provar uma cerveja que ele considerava mais especial ainda, a Amber Ale Gold, e assim encerramos com chave de ouro, pois realmente ela conseguiu se sobressair entre as demais, o que achávamos difícil.

O talentoso Ademir

Voltando aos “comes”, o local oferece diversos pratos regionais: fumeiro, maniçoba, sarapatel, galinha ao molho pardo, arrumadinhos diversos (inclusive uma opção para vegetarianos), carne do sol com farofa d’água, feijoada, etc. O prato mais famoso (e mais caro) é o Arroz D’Venetta, repleto de frutos do mar. Há também o Prato D’Venetta, que são opções que mudam de acordo com o dia. Depois de muito matutar optamos por uma feijoada de mariscos. Ela vem em uma panela de barro, acompanhada de arroz. Apesar do tamanho ser menor do que esperávamos e não termos identificado uma grande variedade de mariscos, nós fomos surpreendidas pelo seu sabor. Tempero di-vi-no! O prato, que originalmente seria para duas pessoas serviu muito bem a três. Também pedimos uma feijoada de feijão verde e novamente fui surpreendida pelo tempero maravilhoso, que inclusive foi aprovado por uma das minhas exigentes companhias, nativa do recôncavo baiano, terra famosa pelo tempero caprichado.

Feijoada de mariscos

Diante de tanto tempero gostoso, a formiga aqui ficou ansiosa pela sobremesa, mas adivinha só: o cardápio não falava nada a respeito. Como tinha feito minha lição de casa, consultamos o garçom para saber se havia alguma opção de doce. Ele então nos falou da cocada de gengibre. MEU DEUS QUE NEGÓCIO BOM! A quantidade era relativamente grande e mesmo gostando bastante não conseguimos comer tudo #cry. Ela vinha acompanhada de uma pequena porção de creme de leite, que dava uma suavizada no ardor do gengibre. Posteriormente ouvimos falar muito bem também do flan de coco com calda de goiaba, que numa próxima vez certamente será minha sobremesa. Isso é, se a cozinha não estiver “de veneta” e resolver não oferecê-lo no dia. rs

Saímos encantadas com tudo que o D’Venetta proporciona. Sem sombra de dúvidas ele se tornou um dos nossos pedacinhos preferidos da grande Salvador.

O concorrido quintal
O quintal visto do alto, onde também tem mesa e um cágado passeando

Horário de funcionamento:

Quarta à sexta: 18h às 23h
Sábado e domingo: 12h às 23h
Shows musicais: sexta e sábado à noite, domingo a partir das 14h. Couvert de 12 a 15 reais.

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